A minha competência favorita

De entre as 11 competências que devemos aplicar em Coaching, a comunicação direta é a minha favorita. Grande desafio para quem tem a taça cheia e, muitas vezes, pensa que não é possível. Mas é.

Depois de três anos a fazer Coaching resolvi terminar a minha certificação ICF e inscrevi-me na segunda parte do curso que me possibilita aceder à credenciação ACC.

Um dos grandes desafios do Coaching e da formação em Coaching é a comunicação direta.

O facto de ter trabalhado entre a primeira e a segunda parte da certificação permitiu que a forma como encontro os conteúdos, as experiências e os colegas fosse construída sem a ansiedade do início. A insegurança é uma característica dos exigentes e pode ser, também, uma companheira de viagem. Quanto mais se trabalha numa área, mais segurança se adquire, contudo, há sempre terrenos que se querem explorar e, por isso, a nossa amiga faz-nos companhia.

Um dos grandes desafios do Coaching e da formação em Coaching é a comunicação direta. É uma competência que acompanha a escuta ativa e o questionamento e que é uma espécie de construção interna de uma intenção que se materializa em palavras e gestos, que se cristaliza no olhar e que desemboca no que se diz e na forma como se diz. A possibilidade de estar atento ao que acontece e de poder, diretamente, com foco, comunicar aquilo que se quer em função de quem nos ouve é um desafio no processo de Coaching e na vida.

É como pedir, sem incómodo, um aumento ao diretor. A mensagem chega ao destino sem desvio, tem em conta as pessoas e o contexto, revela a tranquilidade de quem sabe o que quer transmitir, desenrola-se com clareza e materializa-se com elegância. Isto é bonito e dá trabalho.

A nossa amiga insegurança que, no caminho para uma reunião de trabalho, se instala no fundo da pasta dos papéis, é uma ajuda na nossa comunicação direta. Afinal de contas está lá como sinal vermelho que não queremos que acenda e que nos torna vigilantes e cuidadores.

Paula Capaz

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