O Coaching prepara o futuro

Muitos participantes na conferência anual da ICF, que contou com o apoio da Coaching-pt para a organização e divulgação.

O evento procurou refletir sobre o que pode ser o futuro da sociedade, mais concretamente, das empresas, das escolas, o futuro das relações entre as pessoas no mercado de trabalho e no seio familiar.

É preciso descobrir o que é que as pessoas são boas a fazer, aquilo que acrescenta valor a uma organização, aquilo que dá prazer às pessoas.

Em todos os painéis foram abordadas questões que se prendem, fundamentalmente, com a preparação das pessoas para a inovação num mundo que corre depressa. A educação para possibilidades e a importância de criarmos novos paradigmas, o desenvolvimento de competências chave para que possamos correr ao ritmo do mundo, digo, correr no mundo para o tornarmos melhor e nos tornarmos melhores.

A massiva utilização de máquinas que nos proporcionam bem-estar imediato pode não trazer aquilo que é fundamental ao desenvolvimento humano: as competências de relação, a empatia e a resiliência. Mesmo que a tecnologia substitua o trabalho humano, mesmo que as empresas recorram a mais máquinas para que a produção aumente, mesmo que as escolas recorram mais à internet na busca de informação, as pessoas continuam lá, frágeis e com futuro incerto, porém, necessárias. Precisamos de pessoas que desenvolvam competências para além da técnica e nisso o Coaching tem um papel fundamental.

Mesmo que a inteligência artificial proporcione competências cognitivas, mesmo que a tecnologia proporcione produção e lucro, continuamos sem resolver os problemas que advêm das relações humanas, continuamos sem resolver as questões que surgem das crenças limitadoras ou dos paradigmas rígidos e congelados.

É preciso descobrir o que é que as pessoas são boas a fazer, aquilo que acrescenta valor a uma organização, aquilo que dá prazer às pessoas. É preciso investir no auto conhecimento para que possamos criar mudança e para que consigamos correr no mundo. O Coaching é uma ferramenta essencial neste processo, não apenas porque convida as pessoas a percecionarem, de vários modos, os problemas, como proporciona espaço de reflexão sobre aquilo em que acreditam.

De que precisamos para correr no mundo? Para onde queremos ir? Como podemos desenvolver-nos? Qual o propósito?

Paula Capaz

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